Quinta-feira, Março 01, 2012

Não farei o futuro

Não sei bem o que faço aqui, dia após dia.
Tentava perseguir desejos, que nunca eram sonhos. Tentava profetizar, sem ser vidente.
Mas não sei bem se perdi o dom, ou se já não estamos no mesmo mundo.
Devo-me encontrar num paralelo, onde tudo é plano e sem ramificações. Porque agora que sonho, não estás lá mais. Mas se sei que existes, onde estás tu? Onde te meteste tu? Será confusão minha, ou loucura tua que deixaste de aparecer(?)
Que fuga, que fuga de sanidade me consome as madrugadas. Se sou um ser vazio, porque penso?
Nem vou perguntar porque existo, que isso pode ultrapassar qualquer ambiguidade no Universo.
Se um dia já fui, e agora não sou mais, não faz de mim nulo. Faz de mim um corpo, um corpo que é capaz de fazer restart na própria alma como se nunca nada tivesse se realizado ou criado.
Será que acompanhas o que digo? Talvez. Ai do outro lado onde não tenho acesso, vê-se mais que aqui.
Há sempre um lugar nos meus pensamentos, tudo se encontra e se perde, num sítio onde não alcanço com a razão. Porque realmente não me acho merecedor de chegar lá.
Fui sugado do futuro, para o presente, como um buraco negro consome matéria. Fui sugado do que era, para o que sou, e sugado do que podia ser, ao que realmente sou. Mesmo assim, não há como dividir os seres.
Nã há forma de ser deus, porque não sou posto ao sacrifício. Porque se me pusesses ao sacrificio, faria das melhores obras que já viste.
Contudo, confino-me no agora, sabendo que nunca chegarei ao mais tarde, nem passarei pelo depois.
Sei parar no tempo, sem reverter a evolução. E para além de tudo isso, sei ser um menos eu.
Atirei tudo para o espaço. Um espaço limitado, entre mim e o meu ego. Que farei eu sem o alter ego? Não farei o futuro.

Segunda-feira, Outubro 17, 2011

Becoming more than one

Envenenando horas a fio o espaço em que estou deitado, não me canso. Não me afasto da preguiça de te manter aqui ao meu lado como se fosse verdade.

Olho-te, rio-te, falo-te. Ainda te toco, sempre que te ouço. Porque sei que estás aqui ao meu lado a deixares-me ser envenenado por mim. Se bem que definho, e tudo pode parecer mal e ruim. Mas porquê? Se tudo é real e tu estás comigo?

Aqui, assim, não foges de mim. Concentraste, e não perdes a paciência de me sentir respirar. Porque a cada fôlego que tenho torno-me mais que um, soprando sempre em direcção ao infinito.

Não existem fins neste espaço onde estou deitado.

Posso estar alucinado quando me sussuras ao ouvido todas as promessas infundadas e incumpridas e mesmo assim te mantens ao meu lado. Posso não me mover crendo que só tu me mexes daqui para além só com esse falso amor.

Pois que infundadas são estas perspetivas românticas, que é preciso estar para se amar.

Eu não estou, nem apaixonado, nem encontrado em ninguém.

Apenas me estico neste pano cru, onde todos os momentos foram criados pelo meu ser.

Não estavas tu ontem, também, sentado naquele passeio, acreditando que ela voltaria outra vez para ti?

Salta essa fase. Deita-te, mesmo que no passeio.

E envenena-te.

Ela nunca se foi embora.

Quarta-feira, Agosto 31, 2011

Pois sabes, Zé, tu sabes. Sabes que te mergulhaste. Te prendeste, te perdeste.
Mas eu não sei te ilustrar. Não te sei desenhar sem ser em abstrato. Não te sei explicar.
É me tudo tão conhecido, de dia e de noite. Que nunca me é suficiente a dor. A dor que me faz alucinar.
A dor que eu faço questão de remoer. Em cada movimento que faço, em cada pintura que provoco, lá está esta minha dor.
Este meu ressentimento que transporto, não o carrego, apenas o transmito de ti para mim.
Porque tu me apanhas, não me desprendes, és aquele gancho que me fura. Nunca me é suficiente esta dor. Envolvo-me sozinho, pintando as cores que nem sequer existem, mas ficam me tão bem aos olhos, que me cego com tanta harmonia. Está a remoer porque está a doer.
Devia ser tempo para largar as mãos, e passar a pintar esta irrealidade com pincéis.
O que me queres dar tu de inspiração? Não chega as noites mal dormidas, onde me possuem por aquele dom em que sou um espirito vivo e incapaz de amar.
Vagueio e trespasso entre as paredes da casa. Sobrevoo as águas lentamente ao luar mas não posso ir mais longe que as linhas de horizonte, porque a mim não me dão asas para sonhar.
Eu sei que me mergulhei. Todo o sangue da ferida agora estava diluído. Porque ali tudo se move em camera lenta, o som é irreconhecível e distorcido. Tudo escorre devagar. Ninguém me ouve sentir. Ninguém me vê respirar. Nunca soube flutuar. Por isso estou, agora, preso pelas mãos no fundo do mar.

(és aquele gancho.)

Quarta-feira, Agosto 03, 2011

Porque te mexo

Eu sei que te abano e embalo e te engulo em tamanho sufoco.
Que vives de dentro para fora, com a moeda engolida a meio caminho entalada de todos os lados.
Respira!
E vê me o encanto enquanto te mastigo de forma gentil e te faço sentir o que ele nunca sentiu...
De ti.
Porque enquanto te embalo e engano não perco o encanto de te ter para mim. E eu sei que sim. Que fazes difícil o ardor da ferida na garganta que seca o paladar de ti para mim.
Não fujas assim.
Tu sentes-me tudo. Cospe-me tudo, na cara. E eu continuo a abraçar-te e a tocar-te a mão porque sei da tua dor.
Eu revolvo-te nessa indisposição porque estás quase a perder. E ai eu vou e procuro e encontro-te desprendida de ti, agarrada a mim. Que fraqueza que te mordo na tua pélvis dorida. Eu ressinto-te, e sinto-te. Tu não pensas mais como te dói, mas dói.
Mas eu resolvo-te; que tu não vives como os problemas que são exatos, vives com eles embrulhados nos teus sentidos.
Porque estou dentro de ti, porque me carregaste assim.

Terça-feira, Julho 05, 2011

Sabem que mais?


Já não consigo mais.


(Foi decrescendo, até chegar ao fim. Não há mais palavras.)

Provavelmente já senti de tudo.


Não sai. Não coiso. Não fica. Não é. Não vive. Não sente. Não fala. Não ruge. Não mente.
Foda-se. Não quer. Não vê. Não acredita, nem teme. Que merda. Não pede, nem chora, nem jubila. Não pobre, não rico. Não treme. Não provoca. Não convoca. Não desfoca. Não foca. Não ama.

Nem odeia.




Segunda-feira, Julho 04, 2011

They have no prayers for me.

So just fuckin dump me, cuz I'm truly a dumpster.
WTF?
WTF? I'm saying.
I've never cried again. And that is one thing I'm not ashamed of.

So don't pray for me.

Sexta-feira, Junho 24, 2011

Sure Thing



«Love you like a brother
Treat you like a friend
Respect you like a lover

You could bet that
Never gotta sweat that(x4)

If you be the cash
I'll be the rubberband
You be the match
Imma be your fuse
Boom!
Painter baby you
Could be the muse
I'm the reporter baby
You could be the news
Cause your the cigarrette
And I'm the smoker
We raise a bet...
Cause you're a joker
Truth tho...
You are the chalk
And I could be the blackboard
And you can be the talk
And I could be the walk

Even when the sky comes falling
Even when the sun don't shine
I got faith in you and I
So put your pretty little hand in mine
Even when we're down to the wire babe
Even when it's do or die
We can do it baby simple and plain
This love is a sure thing

You could bet that
Never got to sweat that(x4)

You could be the lover
I'll be the fighter babe
If I'm the blunt
You could be the lighter babe
Fire it up!
Writer babe
You could be the quote
If I'm the lyric baby
You could be the note
Record that!
Saint, I'm a sinner
Prize, I'm a winner
And it's you
What can I do to deserve that
Paper baby
I'll be the pen
Say that I'm the 1
Cause you are 10

Even when the sky comes fallin
Even when the sun don't shine
I got faith in you and I
So put your pretty lil hand in mine
Even when were down to the wire babey
Even when it's do or die
We can do it babe simple and plain
Cause this love is a sure thing

[Rock wit me baby
Let me hold you in my arms
Talk to with me baby(x2)]

This love
Between you and I
As simple as pie baby
Such a sure thing(x2)
Oh is it a sure thing

Even when the sky comes fallin
Even when the sun don't shine
I got faith in you and I
So put your pretty little hand in mine
Even when we're down to the wire babe
Even when it's do or die
We can do it baby simple and plain
This love is a sure thing

Love you like a brother
Treat you like a friend
Respect you like a lover»

Eu nunca diria tão bem.
As minhas palavras não são para ser deitadas ao vento. É mais agradável a música, que o meu pensamento.

Enjoy it.

Segunda-feira, Maio 16, 2011

Not

I'm not that Holy as Jesus.

Not that Loyal as Peter.
Not that Writer as Matthew.
Not that Secretive as Simon.
Not that Great as James.
Not that Betrayer as Judas.
Not that Loved as John.
Not that Just as James the Less.
Not that Believer as Andrew.
Not that Seen as Bartholomew.
Not that Preacher as Philip.
Not that Suspicious as Thomas.
Not that Brother as Jude.

But I am a King.
With no Crown.

In the Kingdom of Nowhere.
With people of Nowadays.

My spirit though belong to another plan.
Nobody is following me or respecting me...
But there I still being.

Segunda-feira, Maio 09, 2011

Não sei como não te lembras; à noite antes de te deitares, de todas as histórias que te contei. Tudo o que sonhei por ti e que sonhamos em conjunto.
Sendo tão romântico, que não lembraria aos mais puros clássicos, nem aos dramas gregos.

Sou eu o Ricardo, um outro Ricardo de mim. Aquele que foge das mulheres, e refugia-se naquelas outras mulheres. O que não finge o que quer ser, o que não te mente.
Aquele que ficou todas as noites na cama ao teu lado, mesmo não te podendo tocar. Aquele que só eu mesmo sou eu.
Não sou o Príncipe Encantado, nem a beleza me assola.
Podes crer em toda a felicidade que te rodeia agora; mas não creias de mais.
Eu não creio na minha tristeza toda.
Visto que me tornei o menos romântico, o menos lutador. E não tenho mais história. Não tenho mais imaginação, que me fira o desejo e me foque em ti. Porque sou feito de carne e não de sonhos.

Não corres em busca do paraíso?

Um dia andei lá perto, tão perto que sentia a brisa marítima nos lábios, a areia a bater me na cara, e aquele cheiro quente e fresco, e tão tropical.
Não podia ter tudo e com a sede, aquela sede olhei para trás e vi que o meu cantil ficara metros atrás, corri, apanhei-o. E mais uma vez me apercebi que não tinha água dentro dele.
Mais uma vez corri, corri em busca da água.

E em segundos perdi todo o meu paraíso, todo o meu Reino. Afastei-me.
E tu estavas lá. Com uma fonte de água doce, para me servir.

O que fiz depois?
Nada.
Deitei-me na cama e pensei nisto tudo. E em como não sonhava mais.

Terça-feira, Abril 12, 2011

Groovin'

Sei que te escondes de mim, menina.
Sei que me foges, menina.
Mas também sei que me espias, menina.
Não escondas, não fujas, não espies.
Não é isto a paixão ardente que te vai percorrendo a linfa, como veneno asfixiante, que te mata num instante.
Serás uma drogada, atingindo quase sempre a overdose.
E o meu fôlego quase que me foge só de te imaginar em trajes menores, sentada à beira da janela com o sol a dourar-te a pele.
O momento que entro porta dentro para te agarrar pelo braço, puxar-te para mim e contra a parede. Subir te no parapeito da janela e assim deixar o céu abrir para ti.
Nunca tivemos a chance...
Será que teremos a hipótese?
Sou o sonhador acordado, deitado naquela cama desfeita branca; onde a minha impureza combina tão bem.
O calor do espaço em ti, deixa-te suar.
A minha imaginação mais uma vez percorre-te as curvas.
Por isso, menina, não escondas, não fujas, não espies.
Que desta vez a tua pele reluz, e o teu cheiro penetra-me os sentidos.
Os meus sonhos são de chocolate e dourado. Onde danças para mim e lá vens tu sorridente. Serás tu a minha musa mais preciosa que eu tenho? Ou será que é mesmo a minha imaginação?
Parece me que vou estar contigo, e tu comigo....

Aquela falta...

«Cada minuto que estás longe, as profundezas do meu ser embaraçam-se, emaranham-se em mim mesmo, como se de um polvo tratasse este meu tamanho desespero...
A minha alma procura-te para junto de mim, querendo-te como nunca ninguém te verá. Poderia vislumbrar todas as riquezas do mundo, e poderia desejá-las, mas nunca as quis. Talvez seja simples, e aos olhos mundanos um ser imperfeito. Mas sou verdadeiro para ti. O meu sangue corre como o teu, e o meu ardor, arde tanto como o fogo da ilusão e do delírio... o delírio que o teu corpo me dá desde o toque ao cheiro... desde o sabor ao pudor. Não estou aqui a provocar batalhas campais, não por achar que sairei vencedor; mas porque estou convencido que não se luta por alguém que se entrega a ti.
Estendo-te a minha mão em segundos para te mostrar a minha vida de anos. Puxo-te para mim. E sou capaz de percorrer o universo em milésimas.
As milésimas que são efémeras demais para te largar da mão. Não foges eu sei, não corres eu sei. Abraças-me que eu sei.
Já disse que és a riqueza que um homem pode pedir, mas também és a riqueza que um homem não pode partilhar.
Eu sei que não te amedrontas com a realidade do que são sentimentos.
Não vejas isso passar.
Percorre mais uma vez a galáctica... Estará tudo no mesmo lugar.»

(mereces ainda assim.)